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| Arteliê Karen Vasques |
A escritora e investigadora, Lis Paludan da Dinamarca, que limitou sua busca da origem do crochê na Europa, chegou as seguintes conclusões:
- O Crochet originou-se na Arábia, extendendo-se até o Tibet e ao oeste até a Espanha, de onde seguiu pelas rotas comerciais árabes a outros países mediterrâneos.
- A evidência mais antiga do crochê veio da América do Sul, lugar onde uma tribo primitiva foi vista utilizando adornos de crochê em rituais.
- Na China, encontraram-se antigas bonecas tridimensionais trabalhadas em crochê.
- O amigurumis é uma técnica de origem japonesa que consiste em tecer pequenos bonecos de crochê, mas também, podem ser criados outros bonecos com formas antropomórficas e, inclusive, acessórios como bolsas ou pequenas carteiras para carregar moedas.
Paludan diz que existe "evidência convincente" do quanto é antiga a arte do crochê e de onde veio; de todas formas, mesmo sendo quase impossível encontrar evidências sobre esta arte na Europa antes de 1800, muitas fontes indicam que o crochê foi conhecido posteriormente ao 1500, na Itália, sob o nome de "trabalho da feira" ou de "cordão da feira".
Na França, crescia igualmente, o interesse pelo crochê, mas o trabalho feito à mão é progressivamente substituído pela produção industrial. A técnica, que anteriormente passava de geração em geração, numa tradição que unia transmissão do conhecimento de forma oral e manual, passou a ser objeto de livros, nos quais se publicavam os pontos básicos seguidos de inúmeros projetos e modelos.
Assim, Mademoiselle Riego de La Blanchardière, depois de ter ensinado a técnica do crochê à corte da Rainha Vitória, publicou a primeira revista sobre o assunto: The Needle.
A moda do crochê mudou no fim do período vitoriano, nos anos 1890. Já na era eduardiana, a renda crochetada teve seu ápice entre os anos 10 e 20 do século passado, apresentando texturas e pontos mais elaborados.
As cores fortes cederam lugar ao branco e aos tons pálidos, exceção feita apenas quando a técnica surgia em bolsas. Nesse caso, somavam-se fios de sedas multicoloridas em miçangas.
Após a Primeira Guerra Mundial, surgem poucos modelos de crochê, em sua maioria versões simplificadas daqueles que fizeram sucesso no início do século 20. Terminada a Segunda Guerra Mundial, os últimos anos da década de 40 até o início dos anos 60, há um ressurgimento da técnica, agora direcionada ao artesanato decorativo. Fazendo uso de fios coloridos e encorpados, surgiam tapetes, descansos de travessas, pegadores de panelas, etc....
Nos anos 70 popularizaram-se os grandes quadrados multicoloridos de crochê, que os hippies usaram num sem número de aplicações. Hoje ele reina sobre os objetos decorativos e ganhou enorme expressão nas passarelas da moda.

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